quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PROTESTE: por boas condições de estágio

Pergunta-se "Meu estágio tem duração de 6h/dia, sem intervalo. A partir de janeiro a empresa quer que eu tire mais 2h para almoço, somando 8h de estágio! Isso é legal?!"
Responde-se: Legal de "bacana" não, mas "legal" perante a lei talvez: a "nova lei de estágio" tem brechas e deixa desentendidas questões como tempo de estágio e a obrigatoriedade de benefícios.
O resultado: vagas com 6h de duração mais 2h de almoço, fazendo do estagiário quase que um funcionário, dando 8h/dia. Isso é GRAVE!
O pior é o silêncio entre empresas de intermediação e faculdades sobre o tema - TODOS SABEM QUE É RUIM, MAS  NINGUÉM FAZ NADA...
Em 2012,  na Semana de Rádio, TV e Internet da UFPE, um representante do CIEE falou sobre isso: "o aluno deve informar ao órgão que faz a intermediação para providências". Então: NÃO SE CALEM! É preciso construir um mercado melhor e mais digno, e para isso não temos outra saída se não reclamar.
Procure a intermediadora - CIEE, IEL, ABRE, etc - além do seu orientador, e alerte que nessas condições sua formação será prejudicada. E não tenha medo de demissão: para quê se dedicar a uma empresa sem dignidade? Bons estagiários sempre terão vagas.
OITO HORAS de estágio é abusivo porque ainda que se fosse oferecido um vale refeição,estágio é período de aprendizado. Emprego fixo é outra coisa. Para finalizar, deixo o EXEMPLO de duas empresas digníssimas com seus estagiários. O BNDES e a Copergás oferecem, respectivamente, estágios de 4h/dia e 5h/dia, mais altas bolsas e TODOS os benefícios possíveis - inclusive alimentação e plano de saúde. Mas o principal: há um rígido respeito à carga horária. Nada de hora extra para estagiário. Coisa rara por aí, certo?